O Hamas está estudando cuidadosamente a proposta de paz apresentada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que agora conta com a aceitação de Israel. 
A iniciativa, divulgada no final de setembro de 2025, consiste em um plano de cerca de 20 pontos e exige, entre outras medidas, a desmilitarização do grupo Hamas, a liberação de todos os reféns israelenses, uma retirada gradual das forças de Israel da Faixa de Gaza, e a criação de uma administração transitória sob supervisão internacional.
Enquanto potências árabes como Arábia Saudita, Egito, Qatar e Jordânia demonstram apoio condicional ao plano, dizendo que é um esforço diplomático necessário, o Hamas mantém reservas fundamentais.
As principais objeções do grupo palestino giram em torno de garantias de segurança, respeito aos direitos territoriais, cessar-fogo duradouro – não apenas temporário – e que a proposta não resulte em perda de autonomia para Gaza.
Do lado israelense, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu aceitou a proposta, mas impôs condições: entre elas, que a desmobilização de Hamas seja verificada, que o grupo não participe da futura governança de Gaza, e que parte do processo seja gradual.
Enquanto isso, o conflito segue com graves consequências humanitárias: milhares de mortos entre civis, milhares de deslocados, crise de abastecimento de alimentos e medicamentos, além de protestos internacionais reivindicando que qualquer acordo contemple também alívio imediato à população afetada.
A proposta está sob análise interna no Hamas, com consultas a facções palestinas e mediadores regionais (Catar, Egito), e um prazo de alguns dias é considerado decisivo. Uma rejeição poderia agravar tensões diplomáticas e militares.



