EUA impõem sanções inéditas ao presidente colombiano Gustavo Petro em escalada diplomática

EUA sancionam o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, acusando-o de permitir a explosão da produção de cocaína no país — medida marca ruptura histórica entre Washington e Bogotá

GUSTAVO-pETRO

Nesta sexta-feira (24 de outubro de 2025), os Estados Unidos anunciaram sanções ao presidente da Colômbia, Gustavo Petro, à sua esposa, ao seu filho e ao ministro do Interior colombiano, Armando Benedetti. A medida, divulgada pelo U.S. Department of the Treasury, acontece no âmbito da lei E.O. 14059, que permite penalidades a indivíduos que contribuam para o tráfico internacional de drogas.

Segundo o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, “desde que Petro assumiu o poder, a produção de cocaína na Colômbia explodiu aos níveis mais elevados em décadas, inundando os Estados Unidos e envenenando americanos”. A acusação inclui omissão do governo colombiano no combate aos cartéis e permissividade com organizações criminosas.

A sanção implica o bloqueio de todos os bens e interesses em propriedade dos envolvidos que estejam nos EUA ou sob controle de pessoas nos EUA — além da proibição de transações com entidades americanas, salvo licença específica. Para a Colômbia, histórica aliada dos EUA na luta antidrogas, trata-se de um momento de ruptura significativa nas relações bilaterais.

Em resposta, Petro usou suas redes sociais para rejeitar as acusações, afirmando que combate o tráfico de drogas há décadas e que a medida americana representa “um paradoxo completo” da parte de uma sociedade que ele considera ter sido ajudada pela Colômbia. A tensão entre Washington e Bogotá vinha se intensificando também por conta de operações militares dos EUA no Caribe e no Pacífico oriental voltadas ao narcotráfico, que Petro criticou como violações do direito internacional.

A sanção representa um divisor de águas diplomático: pela primeira vez um chefe de Estado da Colômbia é alvo direto desse tipo de penalidade americana — e o impacto sobre comércio, cooperação militar e política regional ainda se desenha.

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