“Mais de 130 mortos e 2,5 mil agentes: a operação mais letal da história do RJ entra para os livros”

Na manhã desta terça-feira (cerca de 2.500 agentes das polícias Civil e Militar do Complexo do Alemão e da Complexo da Penha,desencadearam a operação “Operação Contenção” com o objetivo de desarticular lideranças da facção CV.

Operação-Rio

Na manhã da úlima terça (28), as forças de segurança do estado do Rio de Janeiro deflagraram a Operação Contenção, mobilizando aproximadamente 2.500 agentes das polícias Civil e Militar nas comunidades dos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte da capital.

O alvo principal era o combate à expansão territorial da facção Comando Vermelho (CV) — com cumprimento de cerca de 100 mandados de prisão e buscas.

Segundo o governo estadual, até amanhã desta quarta-feira foram contabilizadas pelo menos 130 mortes, sendo 126 suspeitos e 4 policiais.

Além disso, ao menos 81 pessoas foram presas, e armas pesadas — como fuzis — apreendidas em grande volume.

A operação provocou impacto imediato na mobilidade urbana e no cotidiano local: vias bloqueadas por barricadas, ônibus apreendidos e escolas fechadas são alguns dos efeitos relatados nas regiões atingidas.

Para as autoridades, trata-se de uma ação histórica: é apontada como a mais letal já realizada no estado do Rio de Janeiro nos últimos 15 anos.

Moradores e especialistas, porém, questionam os reflexos da operação: embora apresente números expressivos, há alerta de que a simples repressão violenta pode não resolver o ciclo do crime organizado e pode gerar novos focos de tensão.

O cenário impõe ao estado do Rio um desafio estrutural: equilibrar o combate qualificado ao crime com respeito aos direitos humanos e garantir que os resultados se transformem em segurança sustentável para a população.

As investigações seguem em curso, assim como o monitoramento das consequências sociais nas comunidades envolvidas.

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