Lula abre Cúpula do Clima em Belém e coloca Amazônia no centro da agenda global

Lula abre em Belém a Cúpula do Clima que antecede a COP30, reunindo líderes mundiais e reforçando o protagonismo da Amazônia nas discussões ambientais globais.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu oficialmente nesta quinta-feira (6), em Belém (PA), a Cúpula do Clima de Belém, evento preparatório para a COP30, que será realizada em novembro de 2025 na capital paraense. O encontro reúne 143 delegações e cerca de 57 chefes de Estado e governo, consolidando o Brasil como protagonista nas discussões globais sobre meio ambiente e sustentabilidade.

Na cerimônia de abertura, Lula destacou a importância simbólica de sediar o evento no coração da Amazônia, afirmando que “não faria sentido discutir o futuro do planeta sem ouvir quem vive na região que mais contribui para o equilíbrio climático mundial”. A fala reforça o objetivo de transformar a Amazônia em palco de diálogo e cooperação entre países tropicais.

Durante dois dias de programação, os líderes discutem temas como proteção de florestas, transição energética, financiamento climático e justiça ambiental. Entre os anúncios esperados está o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), iniciativa que busca garantir recursos permanentes para países com grandes áreas de floresta.

O evento também marca um teste para a infraestrutura de Belém, que passou por reformas e ajustes logísticos. O Parque da Cidade, sede principal da conferência, foi revitalizado e ampliado para atender as demandas da cúpula e da futura COP30. A segurança foi reforçada com uma operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), vigente entre 2 e 23 de novembro.

A escolha de Belém como sede da COP30 tem peso político e simbólico. Para o governo brasileiro, é uma oportunidade de recolocar o país no centro das negociações climáticas, após anos de afastamento. Para o mundo, representa um convite à ação concreta diante da crise ambiental que ameaça ecossistemas e economias.

Mesmo distante da Amazônia, o impacto do evento é nacional. As decisões discutidas em Belém poderão influenciar políticas de energia, agricultura e desenvolvimento sustentável, refletindo também em estados como o Paraná e cidades do interior, que vivem o desafio de crescer de forma responsável e equilibrada.

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