Na sexta-feira, 7 de novembro de 2025, a cidade de Rio Bonito do Iguaçu (centro-sul do estado do Paraná) sofreu a passagem de um tornado classificado preliminarmente como de categoria F3/EF3, com ventos estimados em até 250 km/h.
O órgão meteorológico estadual, Simepar, confirmou que a tempestade derivou de uma supercélula severa que gerou rotação intensa e destruição concentrada.
O que se sabe até agora
- Foram contabilizadas pelo menos 6 mortes (5 em Rio Bonito do Iguaçu e 1 em Guarapuava).
- Mais de 750 pessoas feridas ou que necessitaram atendimento hospitalar.
- A cidade de Rio Bonito do Iguaçu tem cerca de 14 mil habitantes, e estimativas apontam que 80 % a 90 % de sua infraestrutura urbana foi afetada.
- O Governo do Paraná decretou estado de calamidade pública.
Por que pode entrar entre os maiores da história
- A escala F3 indica ventos extremamente potentes e danos severos — algo raro no Brasil, especialmente no Sul.
- Dados históricos mostram que o Paraná registrou em média cerca de dois tornados por ano nas últimas décadas, totalizando 89 em 43 Apesar disso, poucos tornados atingiram ventilação tão alta ou causaram devastação tão concentrada, o que dá ao evento uma magnitude fora do comum para a região.
O evento reforça a necessidade de atenção aos alertas meteorológicos, mesmo em regiões que não são tradicionalmente associadas a tornados de grande escala.
O que dizem os especialistas
Meteorologistas confirmam que uma combinação de fatores favoreceu o fenômeno: massa de ar quente e úmida, avanço de frente fria e forte cisalhamento de ventos, típica condição de supercélula.
O Simepar indica que embora a classificação final ainda possa ser ajustada, “há fortes indícios de que o tornado ultrapassou 250 km/h em alguns trechos”.
Também se destaca que o Sul do Brasil concentra cerca de 70 % dos tornados nacionais — Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul registram a maior incidência.
Embora ainda seja cedo para afirmar categoricamente que este evento entra no top 10 dos maiores tornados já registrados no Brasil — pois faltam dados consolidados sobre trajetória, largura, duração e danos econômicos — a combinação de intensidade, letalidade e extensão o coloca como candidato forte. Para o Paraná, já é apontado como “o mais devastador da história recente do estado”.



