No domingo, 23, o Prudentópolis Futebol Clube confirmou sua supremacia na Terceira Divisão do Campeonato Paranaense, ao empatar por 0 a 0 com o Verê no Estádio Newton Agibert. A igualdade, aliada à vitória por 1 a 0 na partida de ida, garantiu o título ao “Tigrão da Serra” – e com estilo, já que a equipe completou a competição sem sofrer uma derrota em 14 jogos.
Este não é um troféu qualquer para o Prudentópolis: trata-se da segunda vez que a equipe conquista a Terceirona, sendo a primeira em 2008. Além disso, a campanha foi marcada por equilíbrio e consistência, sob o comando do técnico Lucas Henrique, que conduziu o time a 8 vitórias e 6 empates, com 21 gols marcados e apenas 8 sofridos.
O grande destaque defensivo do Prude foi o goleiro Rafael, que, mesmo com tantos jogos, foi o menos vazado da divisão, segundo a Federação Paranaense de Futebol (FPF). No outro lado da campanha, o artilheiro da competição foi Andrey, do Araucária, com 7 gols.
Caminho até a glória
A trajetória do título não foi construída apenas na final: na semifinal, por exemplo, o Prudentópolis bateu o Araucária por 2 a 0, fora de casa, com gols de Ryan e Vitinho, em partida disputada no Estádio Gigante do Itiberê, em Paranaguá.
Durante a fase de grupos, também houve momentos marcantes — como a goleada de 3 a 0 sobre o Iraty, na própria Prudentópolis, que mostrou a força de mando do time em casa.
Do ponto de vista esportivo, o título representa mais do que o troféu: é garantia de acesso à Segunda Divisão do Paranaense em 2026, algo que o clube almejava há algum tempo.  Para muitos torcedores do município, a conquista é prova de crescimento e ambição: não basta subir, é preciso se estruturar para se manter e sonhar mais alto.
Há também uma forte carga simbólica. O Prudentópolis, apelidado de “Tigrão da Serra”, carrega nas cores e na torcida a identidade de uma cidade menor, mas com coração grande. Ver o estádio Newton Agibert lotado, a comunidade vibrando, é mais do que festejar gols — é celebrar pertencimento, esforço coletivo e a crença de que o futebol pode ser motor de orgulho local.
Com a promoção garantida, virá a pressão por resultados mais consistentes contra times mais estruturados na Segundona. A diretoria do Prude precisará investir sem descuidar das finanças, especialmente em infraestrutura, elenco e manutenção do ambiente vencedor. O técnico Lucas Henrique, os atletas e a comissão técnica verão seu trabalho reconhecido, mas agora terão novos objetivos: não apenas se manter, mas tornar-se competitivos na divisão superior.
Agora, ao alçar a Segundona em 2026, o Prudentópolis tem uma missão clara pela frente: transformar esse momento de glória em uma base sólida para crescer. E, olhando para trás, fica a mensagem inspiradora de que ambição + trabalho + comunidade podem sim fazer um clube pequeno conquistar grandes sonhos.



