Na tarde desta quarta-feira (26), 14h41 no horário local , um grave incêndio atingiu o condomínio residencial Wang Fuk Court, localizado no distrito de Tai Po, no norte de Hong Kong. O fogo começou por volta das 14h51 (horário local), segundo informou o serviço de emergência da cidade.
Em poucas dezenas de minutos, as chamas se alastraram pelas torres — feitas de 31 andares — de um conjunto de oito blocos que abrigam cerca de 2.000 unidades residenciais. Muitas das torres estavam envoltas por andaimes de bambu, utilizados nas obras de reforma, elemento que intensificou a propagação das chamas.
Autoridades confirmaram que, até o momento, pelo menos quatro pessoas morreram no incêndio. Entre as vítimas pode haver um dos bombeiros que atuavam no resgate — embora essa informação ainda não tenha sido confirmada oficialmente por todos os órgãos.
Além disso, há várias pessoas feridas: ao menos duas em estado crítico por queimaduras, e outras hospitalizadas. Alguns moradores continuam presos dentro dos prédios, conforme relatos da população local e autoridades.
As equipes de resgate — com caminhões-escada e mangueiras de alta pressão — lutaram contra as chamas até o anoitecer. Imagens mostram colunas de fumaça preta subindo e as fachadas consumidas pelo fogo enquanto ambulâncias e veículos de bombeiros cercavam a região.
O uso de andaimes de bambu em construções e reformas ainda é comum em Hong Kong — apesar de controvérsias e apelos por segurança. No caso do Wang Fuk Court, os andaimes externos parecem ter funcionado como “ponte” para as chamas se espalharem rapidamente entre torres distintas, agravando a tragédia.
Especialistas em segurança predial alertam há anos que materiais inflamáveis em fachadas elevam o risco de incêndios catastróficos, especialmente em edifícios altos e densamente habitados.
Reflexos imediatos: evacuados, ruas bloqueadas e temor na comunidade
O incêndio obrigou à evacuação em massa da área próxima. Uma seção importante da rodovia Tai Po foi fechada e ônibus desviados, dificultando a mobilidade.
Algumas escolas e centros comunitários próximos foram abertos como abrigos temporários para pessoas desalojadas ou que aguardavam notícias de familiares.



