Putin afirmou que a Europa não possui uma “agenda de paz” e acusou seus governos de apoiar a guerra ao dar respaldo militar e político à Ucrânia. Segundo ele, as recentes tentativas diplomáticas, incluindo um plano de paz promovido pelos Estados Unidos, têm sido boicotadas pelos europeus com exigências “inaceitáveis” para Moscou — atitude que, na visão russa, inviabiliza qualquer negociação séria.
A declaração ocorre às vésperas de uma reunião entre Putin e enviados norte-americanos — Steve Witkoff e Jared Kushner — em que será discutido o plano de paz apresentado pela administração dos EUA. Moscou afirma que não pretende negociar diretamente com os países europeus ou com o governo ucraniano, reiterando que tudo deve passar pelos Estados Unidos.
Embora o líder russo diga não buscar uma guerra contra o continente — “não temos intenção de ir à guerra com a Europa” — ele sinaliza que, se for provocado, Moscou responderá com contundência. “Se a Europa quiser e começar, estamos prontos”, disse ele aos jornalistas.
Esse tipo de discurso não apenas reacende temores de uma escalada maior — potencialmente envolvendo membros da NATO — mas também complica ainda mais as negociações de paz. A retórica beligerante de Moscou mina a confiança internacional e torna cada vez mais difícil imaginar um desfecho diplomático para o conflito na Ucrânia.
Para o mundo, resta o alerta: a guerra, embora concentrada na Ucrânia, volta a parecer um risco latente para toda a Europa. A declaração de Putin é, por si só, um marco — um ponto de ruptura no discurso pós-guerra — que exige atenção global e solidariedade internacional.



