Acordo militar EUA-Paraguai pode criar novas tensões com o Brasil

ssinado em 15/12/2025, o pacto militar entre Estados Unidos e Paraguai estabelece presença e atividades dos EUA no Paraguai, suscitando alertas sobre impacto nas relações com o Brasil e segurança regional.

Acordo militar entre EUA e Paraguai pode criar novas tensões com o Brasil

Nesta segunda-feira (15), Estados Unidos e Paraguai assinaram um acordo de cooperação militar em Washington que estabelece um quadro legal para a presença de militares e pessoal civil do Departamento de Defesa dos EUA em solo paraguaio, bem como treinamentos, assistência humanitária e operações de resposta a desastres. O pacto foi firmado por Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, e Rubén Ramírez Lezcano, chanceler do Paraguai.

O documento, conhecido como Acordo sobre o Status das Forças (SOFA, na sigla em inglês), visa fortalecer a cooperação bilateral e a coordenação em temas de segurança regional, incluindo combate a crimes transnacionais e operações conjuntas. Segundo nota oficial, a iniciativa “reflete o compromisso dos Estados Unidos e do Paraguai de coordenar esforços para estabilidade e prosperidade” na região.

Fontes internacionais destacam que o acordo amplia o engajamento militar dos EUA na América do Sul em meio a estratégias de política externa mais amplas, com foco em segurança hemisférica. O texto prevê atividades conjuntas de treinamento entre as forças armadas dos dois países, assistência humanitária e respostas coordenadas a crises.

A assinatura ocorre em um contexto de relações sensíveis entre Brasil e Paraguai — impactadas neste ano por um episódio de espionagem brasileira que levou o Paraguai a solicitar explicações ao governo brasileiro — e negociações bilaterais, como as referentes à usina hidrelétrica de Itaipu.

Embora a cobertura principal do acordo não detalhe reações oficiais do governo brasileiro, analistas consultados por veículos internacionais consideram que a presença institucionalizada de forças americanas no Paraguai pode ser vista com reserva pelo Brasil, dada a proximidade geográfica e os interesses estratégicos compartilhados na região do Cone Sul.

A expectativa nos próximos dias é por declarações formais de Brasília sobre o pacto e eventuais implicações para o Mercosul e cooperação de defesa na América do Sul, além de como o Brasil ajustará sua diplomacia e postura de segurança diante da escalada de cooperação militar entre EUA e países vizinhos.

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