A cobrança de pedágios nas rodovias que cortam a região de Maringá deve ser restabelecida no primeiro trimestre de 2026, segundo cronograma das novas concessões de rodovias do Paraná. As rodovias dos Lotes 4 e 5, que abrangem trechos estaduais e federais próximos a Maringá, deverão ter pedágios implantados após a assinatura dos contratos com as concessionárias e cumprimento das etapas de adequação e melhorias exigidas em edital.
O Lote 4, administrado pelo Consórcio Infraestrutura Paraná (formado pelo Grupo EPR e Perdin), inclui rodovias como a PR-323 entre Guaíra e Maringá, somando 627 km e 33 municípios. Nele estão previstas nove praças de cobrança, sendo cinco novas, inclusive em trechos que nunca tiveram pedágio. Já o Lote 5, sob responsabilidade do Grupo Pátria via Reune Rodovias Holding II S.A., terá cinco praças, incluindo três já existentes e duas novas.
A previsão é que os contratos com as empresas vencedoras dos leilões sejam assinados em meados de fevereiro de 2026, e as concessionárias tenham até 30 dias para assumir a operação das rodovias e iniciar a cobrança. Antes da cobrança efetiva, elas deverão realizar adaptações, implantar sistemas operacionais e cumprir obrigações previstas nos editais.
Os novos pedágios fazem parte do modelo de concessões que retomou a cobrança no Paraná após o vencimento dos antigos contratos em 2021. As tarifas variam por praça e incluem descontos para usuários frequentes e sistema automático de pagamento (TAG). As medidas de modernização e investimentos previstos também abrangem duplicações, contornos e melhorias de segurança viária ao longo dos trechos concedidos.
A retomada dos pedágios no primeiro trimestre de 2026 em Maringá e região está condicionada ao andamento do processo contratual e à execução das melhorias exigidas, com impacto direto no trânsito, na logística regional e nos custos de transporte de usuários e empresas.



