O número de mortos e desaparecidos após as enchentes entre Nepal e Tibete ultrapassou 1.500 nesta quinta-feira (27). Ao menos 273 pessoas morreram e mais de 1.300 permanecem desaparecidas, segundo balanços oficiais citados por agências internacionais. O desastre ocorreu na quarta-feira (26), quando o colapso de uma geleira provocou uma avalanche de gelo, lama e rochas, atingindo comunidades e uma importante rota entre Katmandu e o Tibete.
No Nepal, 823 pessoas estão desaparecidas, incluindo 517 turistas estrangeiros. Na região chinesa do Tibete, 558 pessoas continuam sem localização, entre elas 260 estrangeiros. O número de mortos inclui vítimas dos dois lados da fronteira, e os balanços ainda podem aumentar durante as operações de busca.
Resgate e destruição
A força da água e dos detritos destruiu casas, estradas e pontes, dificultando o acesso das equipes de emergência. O Nepal mobilizou helicópteros e mais de 5 mil profissionais para procurar sobreviventes e distribuir ajuda.
No lado chinês, as autoridades também realizam buscas e monitoram uma área onde a água ficou represada por detritos. O bloqueio representa risco de novos alagamentos caso a estrutura natural se rompa.
Causa do desastre
Imagens de satélite indicam que uma parte de uma geleira se desprendeu a cerca de 5.200 metros de altitude. A massa de gelo atingiu o vale, arrastou rochas e sedimentos e bloqueou temporariamente um rio antes de liberar uma onda de água e lama.
Especialistas citados pela Reuters afirmam que o aquecimento climático pode aumentar a instabilidade de gelo e rochas nas montanhas do Himalaia. As buscas continuam, e os números de mortos e desaparecidos podem mudar conforme novas áreas sejam alcançadas.



