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Avalanche de lama no Nepal deixa ao menos 160 mortos e centenas desaparecidos

Enchentes atingem a fronteira com o Tibete, destroem infraestrutura e mobilizam equipes de resgate. Causa do desastre ainda é investigada.

Enchentes e deslizamentos atingiram áreas da fronteira entre Nepal e Tibete, destruindo estruturas e deixando centenas de desaparecidos

Uma avalanche de lama e rochas provocou uma enchente repentina na fronteira entre Nepal e Tibete, na manhã desta quarta-feira (26). Ao menos 160 pessoas morreram, sendo 157 no Nepal e três no lado tibetano, enquanto centenas permanecem desaparecidas. A correnteza atingiu áreas do Himalaia, destruiu casas, estradas, pontes e estruturas de energia, além de afetar o posto fronteiriço de Gyirong, na China.

Segundo autoridades nepalesas, 484 pessoas continuam desaparecidas no país, incluindo 391 estrangeiros e 93 nepaleses. No Tibete, outras 265 pessoas foram dadas como desaparecidas. Entre os afetados estão turistas e peregrinos que circulavam pela região, considerada rota para atrações religiosas e montanhosas.

Causa ainda é investigada

A avalanche de lama no Nepal inicialmente foi associada a um possível terremoto de magnitude 4,4. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), porém, corrigiu a informação e afirmou que não houve terremoto. Segundo o órgão, os sinais sísmicos registrados foram provocados pelo próprio deslizamento.

Análises de imagens de satélite indicam que o colapso de parte de uma geleira pode ter desencadeado a avalanche de lama no Nepal. Especialistas ouvidos pela Reuters apontam que uma grande massa de gelo teria desabado no vale, levando rochas e sedimentos ao rio e provocando a inundação. A causa do colapso ainda não foi determinada.

Resgate

Equipes do Exército e das forças de segurança nepalesas atuam nas áreas atingidas. As operações enfrentam dificuldades provocadas pela destruição de estradas e pontes, enquanto autoridades monitoram possíveis novos bloqueios nos rios.

O desastre também atingiu o território chinês, onde autoridades determinaram operações de busca e retirada de moradores de áreas de risco. Novos balanços podem alterar o número de mortos e desaparecidos conforme as equipes avançam nas buscas.

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