EUA reavaliam de forma imediata green cards de 19 países após tiroteio em Washington

Governo dos EUA anuncia revisão completa dos green cards de estrangeiros de 19 países, em medida que marca nova guinada migratória

EUA reavaliam green cards de 19 países após tiroteio em Washington

Na quinta-feira, 27 de novembro, o governo dos Estados Unidos, sob autorização do presidente Donald Trump, determinou que todos os green cards emitidos para cidadãos de 19 países passassem por uma “reavaliação completa e rigorosa”. A decisão foi anunciada pelo diretor da USCIS, Joseph Edlow, em publicação na rede social X, afirmando que a medida vale para cada residente permanente oriundo das nações consideradas “de preocupação”.

O gatilho para a ação foi um ataque a tiros ocorrido em Washington, DC, que deixou dois membros da Guarda Nacional gravemente feridos. O suspeito, identificado como um imigrante afegão, havia obtido residência permanente nos EUA — fato que, para a administração Trump, evidenciaria falhas no sistema de controle migratório.

Entre os países atingidos pela medida estão: Afeganistão, Birmânia (Myanmar), Chade, República do Congo, Guiné Equatorial, Eritreia, Haiti, Irã, Líbia, Somália, Sudão, Iêmen, e também países sujeitos a restrições parciais, como Cuba, Venezuela, Laos, Serra Leoa, Togo, Turcomenistão e Burundi.

A reavaliação não se restringe a novos processos: atinge diretamente green cards já concedidos. Isso significa que residentes permanentes estabelecidos há anos no país podem ter seu status revisitado — com possibilidade de atrasos em processos, exigência de nova documentação ou até revogação do benefício caso sejam identificadas irregularidades ou inconsistências ligadas aos “fatores específicos” apontados pelo USCIS.

A justificativa oficial enfatiza a segurança nacional. Edlow declarou que o governo não permitirá que “o povo americano arque com os custos de políticas de reassentamento imprudentes das administrações anteriores”.

Por outro lado, a medida provoca apreensão em comunidades de imigrantes que vivem legalmente nos EUA há anos, muitos sem qualquer histórico criminal. A revisão em massa com base em nacionalidade — e não em casos concretos — acende alertas sobre direitos individuais e estabilidade jurídica para milhões de pessoas.

Apesar de o foco estar nos EUA, a repercussão internacional é inevitável. A iniciativa evidencia uma guinada migratória austera, com reflexos sobre debates globais de segurança, refúgio e políticas humanitárias — temas que dialogam diretamente com a realidade latino-americana.

Para o público brasileiro — e em especial para leitores de nosso portal — a notícia ressalta a importância de acompanhar mudanças internacionais em políticas migratórias, especialmente para quem planeja residir fora, tem familiares no exterior ou interesse em estudar e trabalhar fora do país.

Em sua essência, a decisão do governo americano marca um endurecimento claro da política migratória: um recado de tolerância zero a possíveis brechas de segurança — porém, também um alerta sobre os riscos de generalização e de impacto sobre pessoas com seus direitos legalmente assegurados.

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