Israel e Hamas assinaram, em 8 de outubro de 2025, um acordo para a primeira fase de um cessar-fogo na Faixa de Gaza, mediado por Qatar, Egito e Estados Unidos. O pacto prevê a troca de reféns, a retirada parcial de tropas israelenses de áreas previamente acordadas dentro de Gaza, bem como a liberação de prisioneiros palestinos detidos em Israel.
Segundo autoridades do Qatar, todos os mecanismos necessários para implementar os termos dessa fase inicial foram finalizados. Israel deverá se retirar para uma linha específica dentro de Gaza, enquanto o Hamas liberará cerca de 20 reféns vivos dentro de 72 horas após a assinatura do acordo. Em retaliação, prisioneiros palestinos serão libertados por Israel.
O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu classificou o acordo como “um grande dia para Israel”, o presidente dos Estdos Unidos, Donald Trump, envolvido nas negociações e anúncio, afirmou que isso representa um passo significativo rumo a “uma paz forte, duradoura e eterna”. O secretário-geral da ONU, António Guterres, saudou o avanço, mas alertou para a necessidade de cumprimento rigoroso dos termos e acesso humanitário irrestrito em Gaza.
Apesar de o acordo gerar otimismo, persistem incertezas quanto à fase seguinte: desmilitarização do Hamas, governo de Gaza, regras de segurança e como será garantida a permanência da paz.



