Pré-candidatura de Sérgio Moro ao governo do Paraná desencadeia debandada de prefeitos do PP

A decisão de Sérgio Moro de disputar o governo do Paraná já gera fissuras: ao menos 18 prefeitos do PP abandonaram o partido desde o anúncio da pré-candidatura

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A oficialização da pré-candidatura do senador Sérgio Moro (União Brasil) ao governo do Paraná para 2026 desencadeou uma importante movimentação política no estado — e não exatamente a seu favor. Desde a formalização da federação entre o Progressistas (PP) e o União Brasil, 18 dos 61 prefeitos eleitos pelo PP em 2024 deixaram o partido.

Os números decorrem de levantamento das certidões de filiação partidária do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e foram divulgados por diversos veículos. Segundo dirigentes regionais do PP, o número de dissidentes pode alcançar até metade da bancada municipal — o que evidenciaria uma crise interna significativa.

O motivo apontado por prefeitos e dirigentes é claro: há um forte receio de romper a aliança de governo do estado encabeçada pelo Ratinho Júnior (PSD). Muitos gestores preferem seguir alinhados ao governo estadual em vez de embarcar no projeto de Moro. Segundo o jornal Estado de S.Paulo, dos 18 que saíram do PP, sete migraram para o PSD e 11 permaneceram sem partido.

Apesar de liderar as pesquisas de intenção de voto para o Palácio Iguaçu — mostram sondagens com Moro entre 38 % e mais de 40 % em cenários estimulados. — o pré-candidato enfrenta resistências consideráveis no território partidário e institucional. A federação PP/União Brasil, que firmou o projeto de Moro, agora precisa lidar com pressão explícita de prefeitos que temem perder o acesso a convênios estaduais ou verem comprometida sua relação com o governo do estado.

A movimentação ocorre em meio a uma articulação intensiva de Moro nos diretórios municipais e regionais do União Brasil, com vistas a compor uma base eleitoral sólida para 2026. Em Maringá e no entorno, o caso ganha atenção, já que o município concentra forte representação política estadual.

Em resumo: a entrada de Moro na disputa ao governo paranaense não apenas lança sua candidatura, mas reverbera internamente dentro dos partidos, desarticulando alianças locais — e sinalizando que o caminho rumo ao Palácio Iguaçu será mais conturbado do que aparenta.

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