Na manhã de 13 de outubro de 2025, 20 reféns israelenses que permaneciam em cativeiro em Gaza desde o ataque de 7 de outubro de 2023 foram libertados e transferidos de volta a Israel, numa troca parte de um acordo de cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos.
O primeiro grupo de libertados incluiu civis e dois soldados, entre eles Matan Angrest, os gêmeos Gali e Ziv Berman, Alon Ohel, Eitan Mor, Omri Miran e Guy Gilboa-Dalal — nomes divulgados por Hamas e confirmados por fontes israelenses. Famílias aguardavam no aeroporto e em pontos de recepção, com cenas de emoção, abraços e atendimentos médicos iniciais realizados pela IDF e pelo serviço de inteligência Shin Bet.
O acordo prevê também a libertação de aproximadamente 1.718 presos palestinos detidos por Israel e a transferência de restos mortais de dezenas de vítimas, ações que fazem parte de uma etapa maior de negociações sobre segurança e futuro político na região. Autoridades internacionais comemoraram o passo, que alguns líderes atribuíram ao esforço diplomático dos EUA.
Especialistas e familiares avisam, porém, que a libertação — embora traga alívio imediato — não resolve as questões profundas do conflito: a segurança, o futuro de Gaza e a necessidade de garantias que evitem novas ondas de violência. O retorno dos reféns inicia um processo de recuperação física e psicológica que, segundo médicos e ONGs, pode levar meses ou anos.



